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Nestor Carvalho, Estudante de Direito
Nestor Carvalho
Comentário · há 11 anos
Com o devido respeito e sem nenhuma intenção de ataque pessoal, quero aproveitar o ensejo para apresentar minha discordância parcial. realmente há, não só no Direito, mas em todas as áreas, pessoas que abusam do jargão e do rebuscamento, seja como forma de se exibir, seja para afetar "competência" ou erudição. Em alguns casos, pura má-fé e más intenções, como o mecânico que troca a "rebimbela da parafuseta".
Mas no extremo posto temos a verdadeira aversão do brasileiro comum ao estudo, à linguagem correta e ao uso de um vocabulário mais vasto. Qualquer coisa que se diga usando termos não comuns em revistas de horóscopo e lá vem a acusação de pedantismo, arrogância e etc. Que vitima até jogadores de futebol que saem do padrão de linguagem medíocre da maioria.
Não por acaso, os advogados e médicos são os que mais sofrem com isso, por estarem em contato direto com os clientes, ao contrário de outros profissionais que atuam nos bastidores.
Por exemplo, não vejo necessidade de um médico perguntar ao paciente se sente "prurido" em vez de "coceira", nem perguntar se dói quando está "deambulando" em vez de "andando". O médico deve ser capaz de entender um paciente que se queixa de dor "nos quartos" ou que acha que tem algum "poblema no figo", mas não poderá fazer uma requisição de raios-x "dos quartos" nem do "espinhaço", mas do quadril ou da coluna vertebral. Nem um ultrassom "do bucho", mas de abdômen.
Já o advogado, por exemplo, não usa "ex-tunc" ou "ex-nunc" por esnobismo. É por que são expressões concisas e precisas, cuja substituição por termos leigos mais populares geraria imprecisão, sem contar o excesso de palavras e redação desnecessário. E as petições não são dirigidas a leigos, mas a juízes, promotores, advogados, enfim, pessoas para quem aquele linguajar é corriqueiro. Se algum leitor eventualmente não compreender os termos de um documento, pode pesquisar e se informar, que não terá nada a perder, ao contrário.
O problema não é o jargão em si, e sim o uso indevido, abusivo ou fútil. Não são as palavras, são as pessoas, como na maioria dos problemas da vida humana em sociedade.
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Veimar Goncalves
Veimar Goncalves
Comentário · há 12 anos
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